Sabem aqueles dias em que só nos apetece mudar de ares e fugir à rotina? É precisamente como me sinto hoje. Tivesse companhia para esta maluquice (sim que nisso sou uma medricas) e acho que apanhava um voo hoje mesmo, para ir passar uns dias fora.
Antes era adepta de viagens mais longas, mas depois de ter ido a Barcelona e ter ficado lá apenas dois dias inteiros, tirando o dia da viagem de ida e o dia do regresso, fiquei completamente fã de fins de semana prolongados só para fugir da rotina e desanuviar, sabe tãoooo mas, tãoooo bem.
Vá lá que amanhã é fim de semana e vai haver jantarada com amigos!
Já sabem que sou a papa séries aqui do sítio, acabando por acompanhar várias ao mesmo tempo e embora sejam na sua maioria americanas ou inglesas, de momento estou completamente fã de duas séries espanholas, "La casa de papel" e "Las chicas del cable".
A primeira que tem criado um buzz enorme nas últimas semanas nas redes sociais, conta a história de um grupo de assaltantes que, munidos de um plano organizado milimetricamente, assaltam a Casa da Moeda espanhola e levam-nos a torcer pelos "maus da fita", que nos conquistam a partir do primeiro segundo. A magia da série? Os pormenores das máscaras, as personagens carismáticas e o desenrolar de todo o sequestro/assalto, com todos os percalços, a um ritmo por vezes alucinante. Há qualquer coisa de especial nesta série, acho que só depois de verem vão perceber. Em "Las chicas del cable" somos transportados numa viagem no tempo, tendo como destino a inovadora companhia telefónica na capital espanhola dos anos 20 num ambiente de requinte, que me deixa completamente encantada com a elegância do vestuário e dos penteados da altura. Aqui focamo-nos na vida de quatro das funcionárias da empresa (telefonistas), com todas as suas alegrias, romances e infortúnios, assim como uma visão esclarecedora dos costumes e tradições da época.
Depois disto e com várias noites agarrada a estas duas séries, estou praticamente fluente em espanhol (poder podia, mas ainda não.)
Comecei a seguir blogues quando ainda ninguém falava disso, quando tinha de explicar às pessoas à minha volta, perante olhares duvidosos, o que era um blogue de moda e qual era o conteúdo do mesmo. Antes de existir Instagram, Snapchat e afins, quando a maior parte da interacção era feita na "caixa" de comentários que seguia cada publicação. Desde que entrei neste mundo, não era raro o dia em que ficava bastante indignada com o que lia.
Hoje, a polémica do dia prende-se com isto, depois da Alexandra do Lovely Pepa (blogue que adoro e que sigo há imensos anos),ter denunciado algo que sempre passou despercebido a muitos, a quantidade descomunal de haters que povoam as redes sociais e que limitam a sua existência a fazer comentários depreciativos e a deixar mensagens de ódio, que por vezes atingem limites completamente atrozes. No caso da Alexandra, as coisas chegaram a tomar proporções inimagináveis, quando expuseram os dados pessoais do seu actual namorado num fórum ou quando a perseguição passou à família.
Isto tudo chamou-me mais uma vez a atenção, sobre um assunto que já falei muitas vezes com pessoas próximas, esta necessidade doentia de comentar tudo e todos de modo bastante negativo, que se vê um pouco por toda esta Internet fora, seja em sites de notícias, fóruns, blogues e redes sociais.
Fico tantas vezes chocada com o que vejo, que às vezes até tenho dificuldade em perceber este fenómeno. Esqueço-me que por vezes, existe uma falta de educação e de valores descomunal em muitas pessoas, o que explica toda esta tristeza.
Fazer comentários negativos sobre o aspecto físico de alguém é tão, mas tão baixo nível que nem consigo sequer adjectivar de outra maneira. É nojento. É infantil e ridículo e só demonstra a frustração interior de quem o faz, porque vamos ser realistas, quem é que perde tempo a tecer este tipo de comentários a alguém, se estiver bem com ele próprio? Qual é a necessidade de atacar alguém deste modo?
Não será isto apenas um sinal de que naquela cabeça distorcida está tudo virado ao contrário? Qual é a necessidade que eu tenho de ir ao blogue de alguém dizer que ela é gorda, ou que é escanzelada, ou que tem uma cara feia, um nariz grande, ou uma roupa horrível, sem falar em comentários racistas e xenófobos? O que é que isso demonstra para além de pura maldade, inveja e frustração? Qual é a necessidade de destilar este veneno?
Olhem à vossa volta e reparem quem são as pessoas que mais o fazem? Analisem um bocado a situação e vão perceber onde quero chegar.
Sinceramente, fico contente que a Alexandra tenha denunciado o assunto e espero que isto seja o início num longo caminho que temos de percorrer, para se conseguir tornar este mundo das redes sociais mais humano, mais construtivo e com mais conteúdo.
Afinal de contas, liberdade de expressão não tem nada a ver com isto, não quando toda esta gente mesquinha não dá a cara, nem sequer escreve com o seu próprio nome.
Sempre ouvi dizer que "A minha liberdade termina onde começa a do outro."
*
Depois disto tudo, aconselho-vos a ver o vídeo e a tirarem as vossas próprias conclusões.
Com o friozinho que se faz sentir um pouco por todo o país, a vontade de vestir malhas quentinhas aumenta exponencialmente e já que o preto e o cinzento ocupam grande parte do armário de Inverno, hoje a sugestão é apostar numa blusa vermelha para um boost de energia, sem perder elegância e sem o perigo de nos cansar passados poucos meses.
Por agora o único investimento foi este sobretudo camel, estilo robe (Zara). Já andava à procura dum casaco assim há várias estações, mas tinha sempre o problema de me ficar mal na zona dos ombros, até encontrar este modelo. Não sou fã do pormenor dos punhos, mas já confirmei ao vivo que é possível retirá-los sem danificar o casaco, portanto fica perfeito.
E pronto... por agora é só isto.*
Aqui ficam alguns looks com este clássico infalível.
Não sei quando começou, mas sei que já dura há uns dois anos, tanto que na altura em que pude ter uma folga a meio da semana, a minha resposta foi logo "Quarta-feira".
O porquê? Parece que toda a gente fica louca à Quarta-feira, o trânsito fica vinte vezes mais caótico, as filas de trânsito maiores, os condutores mais loucos, é todo um mix de pormenores, que me fazem ficar sempre irritada nas manhãs deste belo dia. Trajectos matinais que demoram dois minutos na Quarta demoram oito, trajectos de dez, na Quarta transformam-se em vinte. Condutores da frente a andar em ziguezagues e a travar aleatoriamente só porque sim? É hoje o dia deles.
Não acreditam? Olhem que apesar do ligeiro factor exagero que possa estar a juntar à narrativa, apenas para vos fazer perceber o meu desespero,isto acontece realmente.
Mais pormenores? Quando chego ao trabalho vai haver sempre qualquer coisa chata para tratar, ou um utente que vai requerer uma paciência gigante. Depois disto, podemos juntar talvez um sistema informático que não inicia e pessoas com pressa para entrar antes da hora de abertura (sim, existem pessoas assim, eu também pensava que não).
Poderia existir melhor?
Poder podia, mas não seria uma Quarta-feira normal.
Andava numa fase confusa no que toca a séries, não encontrava nada que me cativasse realmente e por isso, andava meio afastada. Depois de espreitar os vencedores dos prémios Emmy, chamou-me a atenção o facto da série "The Handmaid's Tale" ter sido uma das vencedoras da noite. Já tinha acompanhado o bom trabalho da actriz Elisabeth Moss na série Mad Men, o que funcionou como mais um argumento para começar a ver a série e perceber o porquê de tanto buzz à volta da mesma.
Ainda só vi um episódio mas fiquei completamente colada ao ecrã.
Confesso que ainda estou a tentar perceber uma grande parte desta trama meio mística.
Escravidão? Seita? Infertilidade? O que se passou antes?
De uma coisa tenho a certeza, não tem nada a ver com o que se tem visto por aí e polémicas à parte, está a valer muito a pena.