segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dia dos Namorados # Desabafos*

Não sou daquelas pessoas que é contra e fala mal de tudo e todos, além de acreditar piamente que só ela no mundo é que está certa mas, há coisas para que não tenho grande paciência e o dia dos Namorados é uma delas.

Acho piada ao conceito em si antes de ter sido deturpado por uma sociedade materialista, que só quer IPhones e Ipads e coisas afins. Lembro-me de quando era pequenina existir na escola que frequentei, uma caixinha toda embonecada, onde colocávamos as nossas cartas de amor, algumas vezes com as brincadeiras parvas típicas da época. Era uma diversão receber as cartas no dia 14 de Fevereiro e descobrir o autor das mesmas. Acho giro que os namorados se juntem nesse dia e passem tempo juntos, viajem e façam programas a dois. Agora por favor, a partir de Janeiro começa toda uma avalanche de publicidade de prendas de Dia dos Namorados, de pré-pré-pré estreias de blockbusters pseudo-românticos ou no caso deste ano, pseudo... nem sei bem. Para além disso são as publicidades de telemóveis com desconto, as prendas temáticas, tudo temático... e muitas vezes piroso que dói. Além de que este ano tem toda uma agravante, não estivéssemos nós no reinado das selfies e assim, à quantidade abismal de passatempos, um dos critérios base para concorrer é nem mais nem menos do que... tirar uma selfie com o mais que tudo e partilhar para todo o mundo na página da marca em questão. Bem... o que tenho a dizer sobre isto é... really? Sim, já vi fotos bem assustadoras e que deviam continuar onde começaram, apenas no telemóvel da pessoa em questão.


Peço desculpa a todos, não quero ferir susceptibilidades mas não vou ver o 50 Sombras de Grey no dia 14 de Fevereiro, nem vou oferecer um telemóvel em promoção por 400euros ao meu namorado, shame on me.
E caso me ofereçam um coração em peluche... vou simplesmente fugir.




sábado, 7 de fevereiro de 2015

Black Leather Jacket * Inspirações (Karlie Kloss) e Sugestões de investimentos





Existem alguns básicos que ninguém pode deixar de ter no armário: seja a famosa camisa branca, o mítico vestido preto, o trench coat em camel, os jeans, entre muitos outros. O casaco preto em pele (black leather jacket) é sem dúvida um destes básicos imprescindíveis. Embora não seja uma das peças mais amigas nos dias gelados de Inverno, funciona bastante bem em dias de temperaturas mais amenas e claro nas transições de estação, podendo ser o nosso grande aliado na Primavera e no Outono

Pode ser facilmente conjugado com (praticamente) tudo, seja com uma blusa de malha ou com uma T-shirt, se as tempeaturas o permitirem. É a peça chave de um look casual chic, se conjugado com uma camisa fina, jeans e sabrinas. Para algo mais sofisticado, podemos sempre juntar um salto alto e nunca fazemos má figura. Para que nunca falhe, existem alguns cuidado, como não conjugar com excesso de peças de pele. Leggings de pele e biker boots com este tipo de casacos já fica um bocadinho too much, a não ser que seja esse mesmo o objectivo/estilo que pretendam. O truque para mim, neste caso está em conjugá-lo com tecidos diferentes e peças de roupa ou acessórios mais elegantes. Os detalhes variam e concorrem para criar modelos diversos: tachas, acolchoado, com mais ou menos fechos, tudo pormenores importantes a ter em conta na hora de nos decidirmos. 

É sem dúvida uma óptima opção para quem procura um casaco versátil.

A minha história com este tipo de casacos começou durante a faculdade e embora não lhes tenha dado muito uso ultimamente, estou tentada a investir num em preto, já que o último teve uma triste história. Já devem ter reparado que os preços variam bastante, sendo que normalmente rondam os 40 euros quando o material não é pele verdadeira, até aos 100/200 euros quando o material é pele autêntica. O último casaco destes que tive, rondou os 50 euros e apesar de o ter usado muito poucas vezes, estragou-se rapidamente e no início da estação dei com o tecido/material todo descascado e impróprio para uso. O meu desejo era mesmo investir em algo a sério, de qualidade, mas como os preços não são muito amigáveis, ainda estou em dúvida. Queria algo que durasse bastante tempo e como em princípio será uma peça com bastante uso, talvez seja boa ideia.


Contem-me a vossa experiência. Acham que vale mesmo a pena comprar algo mais caro de pele, estraga-se realmente menos?*



Mango







Massimo Dutti
Massimo Dutti


Zara
Zara


Bershka

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

The Theory of Everything # (Perfeito)*

Por vezes, procuramos filmes que nos façam rir, que nos divirtam ou que nos contem uma história simples e banal, apenas para passar o tempo. Por vezes queremos encontrar filmes que mexam connosco, que nos façam acordar, que nos façam questionar algumas verdades tidas como essenciais, o nosso mundo, a vida em redor e sobretudo que nos façam pensar.

Não há muitos filmes que me tenham tocado de uma maneira sincera, mas sem dúvida que este The Theory of Everything foi um deles. Já há bastante tempo que não via um filme que me deixasse tão comovida, vulnerável e a sentir-me pequenina perante tamanha história de vida. Sei que talvez tenha sido o propósito do filme, mas conseguiu atingir tudo o que se propôs ao contar a história do grande Stephen Hawking, físico de renome a quem foi diagnosticado esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa que afecta os músculos, sem no entanto afectar as funções cerebrais. Este filme centra-se na relação entre Stephen e a sua mulher, desde o momento em que se conheceram em Cambridge ainda estudantes, mostrando de perto o desenvolvimento da doença.

Esqueçamos os finais tocantes, já que todo o filme em si, não nos consegue deixar indiferentes. A interpretação de Eddie Redmayne é no mínimo perfeita, singular, rara e "estrondosa". Felicity Jones (Jane Hawking) encarna como ninguém uma mulher corajosa,que lutou contra todas as adversidades de uma maneira merecedora de todo o mérito possível. A luta de Stephen durante a progressão da doença, é chocante e terem conseguido juntar momentos que nos fazem sorrir e até rir, é nada mais do que genial. As expressões faciais dele, os movimentos debilitados e toda a caracterização está simplesmente de deixar qualquer um sem palavras. 

Que me perdoem, mas Eddie Redmayne é o único vencedor possível este ano na categoria de melhor actor. (Engraçado que reparei nele nos filmes Les Misérables e My Week With Marylin  e achei que o rapaz ainda ia dar que falar). 

Uma inspiração, e uma lição de força e coragem,a retirar de cada momento do filme.
Well done, James Marsh!

The Theory of Everything





Quem já viu?*

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Testado e aprovado # Phytovolume actif (Spray de volume)

Todas vocês já conhecem o meu maior problema capilar:  falta de volume, consequência também do cabelo ser muito fino e com tendência a oleoso. Já vos tinha falado aqui de alguns produtos que tenho usado e que funcionam bem para minimizar ligeiramente estes "problemas". (Podem ver Aqui, aqui, aqui e aqui)

Há algumas semanas atrás resolvi experimentar este spray, o Phytovolume Actif, da minha adorada Phyto e estou a adorar os resultados.

Devido à sua composição rica em proteínas e queratina, ajuda a reforçar o cabelo e a aumentar a espessura. Deve ser aplicado após a lavagem, depois de retirarmos o excesso de água, mas antes da secagem (com secador). A Phyto aconselha a que seja vaporizado directamente na raiz capilar, mas por vezes acho mais prático aplicar primeiro na mão e espalhar depois com massagens muito suaves por todo o couro cabeludo, acho que fica com uma distribuição mais uniforme e impedimos que seja aplicado em excesso e consequentemente não absorvido.

Os resultados são bastante positivos, particularmente na zona da franja, que fica mais volumosa (menos colada à testa) e com menos tendência a ficar oleosa rapidamente, o que no meu caso é uma ajuda preciosa. No resto do cabelo, os resultados também não ficam atrás, ficando com um aspecto mais saudável, mais solto, o que é muito útil no espaçamento das lavagens. 

Muitas vezes ouvimos comentários sobre os preços elevados deste tipo de produtos, mas os que tenho testado valem cada euro e a Phyto é sem dúvida uma marca na qual confio, não só por apostar em constituintes vegetais, pouco agressivos e de qualidade, (acreditem que faz toda a diferença), mas também por cumprir o que promete. O preço deste produto ronda os 15 euros e pode ser encontrado em farmácias e parafarmácias.

Aconselho.*



Fico à vossa disposição para responder a questões.*

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Resolução fashionista de Ano Novo # Comprar menos e melhor

Com o ano novo as resoluções no que tocam a compras, numa fashionista que se preze acabam por também incluir a lista. Este ano, acho que a minha resolução vai continuar a ser "Comprar menos e melhor".

Já tento há algum tempo colocar isto em prática, até porque tenho notado que muitas vezes aquela peça trendy da última colecção, só serve para um ano ou dois, ou que aquelas sabrinas que comprei a dez euros na loja x, duram poucos meses e muitas vezes o barato tem-me saído bastante caro. Acredito que isto pode ser mais fácil para algumas mulheres do que para outras e no meu caso, acho que a dificuldade pode não ser das maiores, porque normalmente visto-me de uma maneira clássica, algo que também tenho aprendido com o passar dos anos e claro, com a minha maior inspiração, da qual já falei aqui.

Em relação aos saldos nos últimos anos, apenas tenho feito aquisições pontuais, confesso que gosto de os visitar, mas aquela tremenda confusão com roupa pelo chão e tudo desarrumado não é de todo a minha praia, por isso apenas me arrisco nos primeiros dias, se tenho mesmo algo debaixo de olho. De resto, gosto de passar por lá, apenas para procurar alguns básicos que possam-me fazer falta. Acho que na euforia dos saldos, acabamos por fazer compras impulsivas que não precisamos de todo, "Ah e tal, mas é tão barato". Durante esta temporada de saldos, fiz apenas uma compra, não encontrei nada que me fascinasse por isso também achei que não valia a pena investir.

Tenho-me deixado aos poucos de padrões cansativos e de tecidos que não sejam confortáveis. Neste momento já vocês estão a pensar "Ai que chata", mas não dispenso cores fortes, padrões bonitos e peças diferentes, assim como acessórios para complementar qualquer look com originalidade e bom gosto. Colares statement, lenços e brincos fazem parte do meu dia a dia e nunca abdico deles. Em relação a malas, já me deixei de exageros e só aposto em modelos versáteis e práticos, que são os melhores para o dia a dia quando tenho imensas coisas para transportar.  

Ultimamente tenho tentado gastar menos e reduzir as peças de roupa que compro, pensando bastante bem sobre o assunto antes de decidir investir. 

Será que vou usar bastante? Será que preciso? Tenho alguma coisa parecida? Como posso conjugar? Fica-me realmente bem? Se estou com tantas dúvidas, talvez seja melhor não arriscar, certo? 


Acho que estou num bom caminho e embora adore comprar roupa nova, muitas vezes tenho noção que cedia demais. Espero conseguir cumprir esta resolução. Sei que vai demorar tempo, mas toda este ambiente económico desfavorável obriga a que façamos escolhas inteligentes, além de que com o passar da idade, começamos a dar importância a outro tipo de coisas e seguirmos o que está na moda, só porque sim, deixa de fazer qualquer tipo de sentido. Que me dizem?*

Depois conto-vos as actualizações.*





terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O que se viu no Domingo* The Affair (like like like)

Normalmente depois de um Sábado de trabalho ou de passeio, Domingo é o dia guardado para actividades mais caseiras, principalmente na altura do Inverno. Nada como uma chávena de chá ou um chocolate quente para nos acompanhar no quentinho do sofá, pelo mundo das séries e dos filmes que tanto me deliciam. 

No passado Domingo foi dia de procurar mais uma série para ver e como o meu querido House of Cards só vai voltar no fim do mês de Fevereiro, tive de escolher outra. Depois da cerimónia dos Globos de Ouro que fizeram com que a grande Robin Wright perdesse o seu prémio para a protagonista da série The Affair (Ruth Wilson), fiquei a pensar que série seria esta e que actores excepcionais teria para que isto acontecesse, por isso resolvi dar-lhe uma oportunidade.







 The Affair é uma das séries mais faladas da actualidade, também por ter ganho o prémio de melhor série dramática nos Golden Globes. Passada nos Hamptons, a zona balnear por excelência perto de Nova Iorque, decorre à volta do "affair" entre Allison, uma empregada de mesa de um restaurante local e  Noah Solloway, um professor/escritor que veio passar férias com a sua família, para a casa dos sogros. Uma história que parece "simples" e banal, mas que explora ao máximo a relação entre os dois, assim como as relações com as respectivas famílias e as consequências da infidelidade. Toda esta relação extraconjugal, desde o seu início é apresentada do ponto de vista de cada um dos intervenientes, através de flashbacks (depois vão perceber melhor o porquê) e assim a história é narrada com alguns desvios interessantes, conforme a parte envolvida (Noah vs Allison), sem dúvida um dos pormenores mais interessantes desta série e que nos prende do início ao fim.
Não vos conto mais detalhes, mas digo-vos que vale muito a pena. Complexa, com personagens reais e fragilizadas por circunstâncias menos felizes, de um ponto de vista que nos aproxima das mesmas, mas que nos impede de as rotular linearmente, até porque só com o decorrer de várias episódios é que os começamos a conhecer melhor. As prestações impressionantes dos actores principais, justificam sem dúvida, as nomeações que têm recebido e os prémios que daí surgiram.

Diferente e desconcertante.
Aconselho.*


(E como estou quase a acabar a primeira temporada, que me aconselham a ver depois? Já conheciam a série?)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

I'm back* (Fim de semana na minha cidade)



Estive ausente uns dias mas foi por um bom motivo. Fui passar uns dias na minha segunda casa, Lisboa. 
Depois de ter vivido na capital durante cinco anos, a ligação com aquela cidade cresceu ainda mais e por isso, embora não consiga voltar lá sempre que quero (por mim ia lá quase todas as semanas), tento sempre ao máximo planear visitas frequentes, até porque tenho bastantes amigos, que por lá ficaram a trabalhar ou que ainda estão a acabar os cursos. 

Sabem aquele local para onde por vezes "fugimos", aquele cantinho especial que nos faz tanta falta, para mim é sem dúvida Lisboa. Adoro andar pela cidade a pé, visitar novos locais e manter rotinas de passeio já com algum tempo. Sem dúvida que por vezes faz falta fugir do quotidiano e espairecer um pouco e que sítio há melhor do que o local que nos recebeu durante tanto tempo e no qual continuamos a sentir-nos em casa? Uma cidade que embora não me tenha visto nascer, me viu crescer e vai ser sempre, a minha cidade.

Assim a convite de uma grande amiga minha da faculdade, fui visitá-la, passei o fim de semana com ela e foi passeio até mais não. Provámos o famoso bolo de chocolate da Landeau (óptimo por sinal), os saborosos bagels do Choupanna Café, fomos às compras, colocámos a conversa em dia, voltámos a locais que faziam parte dos nossos passeios do tempo da faculdade. Foi óptimo e espero repetir em breve. 

Existe uma frase que diz "Não voltes ao lugar onde já foste feliz", mas eu digo : Volta sempre, não há nada melhor.

Boa semana.*